29/8/07
TEIXEIRA 148 ANOS DE LUTAS
Na serra amanheceu frio, a ventania dilacerante de agosto, quebra o silêncio de mais uma manhã que se anuncia rotineira como tantas outras dessa cidade bela, que amada por muitos, desprezada injustamente por poucos se prepara para comemorar mais um ano de Emancipação Política. Comemorar é força de expressão, mas, pelo menos há de se rejubilar pelos seus 148 anos de venturosas lutas.
Teixeira berço amado, não te curves , por nesses dias terem te rompido as veias, te sugado o sangue, te sufocado o sopro e contido teu grito. Tua grandeza altaneira, cantada em versos por seus poetas nativos e nas estrofes do teu lindo hino, é bem maior que todos nós mortais, que de uma forma ou de outra não estamos sendo capazes, ou diria, em alguns casos, honestos, para dedicarmos o melhor dos nossos esforços e capacidade para te elevar à condição de uma cidade com o progresso e desenvolvimento que tanto mereces.
Nos é dado a oportunidade , enquanto é tempo, para pegarmos os "garrotes" para estancar a "sangria" e os "respiradores artificiais" para te devolver o ar e te soltar o grito, pois dentro de nós existirá sempre um "hospital aberto" com sua UTI e seus médicos alertas para salvar esse paciente quase terminal. Saiamos dessa letargia comprometedora, vamos à luta com as armas da solidariedade, do convencimento pelos atos de amor à nossa terra.
Abro os BLOGS e sites de relacionamentos ligados a Teixeira e nada ou pouco vejo, que possa denotar, que há 148 anos atrás era emancipado esse glorioso município.
Ouso e peço permissão para, por fim, transcrever os versos do poeta conterrâneo Alexandre Nunes da Costa, que bem espelha parte do que sinto neste dia, ao rever na mente o filme com tantas aberrações que alguns cometeram contra a nossa querida Teixeira:
Poeta Alexandre Nunes da Costa
ERVA DANINHA
Teixeira que poesias inspira,
Em seu chão, seus poetas cumprem pena
Por assistirem à terrível cena
De um povo alimentado de mentira.
Por que na imagem do Bem não se mira
Ao seguir o exemplo de Madalena
Que do Amor atingiu a forma mais plena
Em seu regaço, por que não se atira?
Quantos filhos seus fogem da justiça
Tornando sua gente um povo insano
Tal qual abutre a devorar carniça,
Arquitetando a maldade sem seu plano.
A condenar nossa gente submissa
À praga do melão-de-são-caetano.
PARABENS TEIXEIRA, APESAR DE TUDO, CONTINUAS LINDA COMO "DIAMANTES, INCRUSTADA NOS PÍNCAROS DA BORBOREMA".
criado por djalma.ferreira.arau
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