Minha geração, ficou marcada em Teixeira, pelo sucesso alcançado em várias frentes e seguimentos. Se não vejamos:
Nos esportes, ainda hoje é cantado em versos e prosas o time de futebol dos cabeludos, cuja equipe encantou as torcidas de cidades da região da Paraiba, e mais de Estados vizinhos, como Pernambuco e Rio Grande do Norte. O time se utilizava dos seguintes jogadores: Ivan Xavier, Stoessel, Peba, João Mamão,Guga,Waldebam,Roseira,Doró,Djalma,Dorgival,Nilton,Ronaldo de Carvalho,Jeová,milton de adinha, e outros mais. Desbancamos equipes até então invictas em seus domínos. Tivemos o reconhecimento das torcidas adversárias, tambem fomos hostilizados por outras que não compreendiam, como um time de meninos "cabeludos" ousavam em desbancá-los em seus campos. Essa geração, esteve um pouco à frente do seu tempo, pela forma como se vestiam, tanto é que em Piancó, fomos proibidos pelo delegado local, de usarmos bermudas ao chegarmos á cidade. Desse time dos cabeludos, derivou dois times de futebol de salão, que desfilaram imbatíveis por cidades vizinhas, que foram o IPIRANGA ( que a cada semana se formava um time em S.José do Egito, para tentar nos derrotar e não conseguiam. Era AABB, Egipiciense,Seleção da Cidade, e cada vez a goleada era maior.) Esse time formava com IVANILDO,JOÃO MAMÃO,GUGA,DORO E DJALMA. O outro era o BOLA PRETA, de belas jornadas, como campeão de Teixeira e belas apresentações pelas cidades vizinhas. Desse time lembro de CARLITO, NILTON, BOLINHA.
Um fato precisa ser destacado sobre essa época. Teixeira, não dispunha de Campo de Futebol, muita menos de Quadra de Esporte. Nosso time de futebol treinava num terreno dentro do ginásio Sta M. Madalena, hoje Estadual. Nosso time de Futsal, teinava num terreno tambem dentro deste ginásio, embaixo de uma mangueira, onde limpamos e nivelamos. Essa Geração, era tão determinada e sem qualquer apoio dos poderes públicos, que num esforço de gigantes, conseguiu um terreno com Raimundão, lá depois do Caipira, e com força bruta, com picareta, enchadas, e outras ferramentas rustícas, "construimos" o que por muito tempo se chamou de CARECÃO, e alí começamos a mandar nossos jogos, essencialmente aqueles de cidade da região que não cobrasse muito caro, pois o dinheiro para pagar era arrecadado de pessoas humildes, principalmente na Feira aos sábados, já que o campo não dispunha de murada. Nosso time mesmo assim continuava, sua maratona pelo gramados das cidades vizinhas, sempre logrando exito, e voltando para Teixeira, sempre em cima da camioneta de Chumbinho, para adentrar a Cidade aos gritos de "queremos CAMPO, QUEREMOS CAMPO. De tanto protestarmos,e com a ajuda incomensurável de Nilton, que quando da administração de Serafim Pereira, tinha muita influência, até que enfim Foi construído o Lirão, que por justiça, hoje chama-se DORJÃO, homenagem aquele centroavante dos "cabeludos", que ao seu estilo rompedor, nos ajudou a arrancarmos grandes vitórias por "terreiros inimigos".
Essa mesma Geração, tambem num esforço merecedor do recon hecimento dos Teixeirense, e aí com a ajuda importante do Gremio Estudantil, que tambem fomos nós que fundamos, com a ajuda de alguns abnegados, contratamos o pedreiro João Kandu, e nós como serventes, cavamos buraco, quebramos pedras, carregamos barro para o aterro, e conseguimos construir uma quadra de cimento queimado, onde fizemos nossos campeonatos de futsal, e um São João promovido pelo Gremio Estudantil, que ficou na história.
Vejam que essa geração, muito fez pelo desporto teixeirense. Tanto do ponto de vista das conquistas, como e principalmente para construir dois espaços para a diversão e convivência da juventude de Teixeira.
Outro dia enumerarei destaques dessa geração em outras atividades.