Não foi atoa que ontem o meu Botafogo saiu da Copa do Brasil.
Em plena quinta-feira santa, o Santa Cruz, não se fez de rogado e mandou no jogo todo e no placar, para no final despachar o glorioso em pleno engenhão. Parecia que o Bota era o próprio Jesus na “Via- Crúcis”, a caminho do calvário.
Está de parabéns o jovem técnico do Santa Cruz, que jogou como time grande, encarou o Botafogo de igual para igual, e foi superior, merecidamente, em todos os fundamentos da partida.
A derrota me deixou muito chateado, mas, me conforta saber que não é possível, diante desse resultado, que os dirigentes não façam um time à altura das tradições desse clube que já nos deu tantas alegrias em décadas passadas.
É triste ver um time grande como o nosso, ficar tentando garantir vantagem de 1X0 em seu estádio,(jogando para empatar) contra um time, que mesmo merecendo respeito, está na série D do brasileiro, aliás, está tentando ficar, já que depende de sua classificação no estadual de Pernambuco.
Com raríssimas exceções, esse time, que o papai Joel, ou mago Joel, insiste em manter, não terá condições de disputar o próximo campeonato brasileiro, sem ficar na agonia da zona do rebaixamento, como foi o ano passado.
Meu Deus, como pode, eu que ví Nilton Santos, como lateral ou zagueiro e ter que aturar jogadores do nível de Fahel, Leandro Guerreiro etc.
Respeito a opinião de vários amigos botafoguenses que consideram esse Guerreiro como um dos principais jogadores do time. Meus Deus, isso é lá jogador, nunca dá um passe para a frente, só joga para defender, nunca se desloca para receber um passe, ao contrário, fica apontando para outro jogador quando um zagueiro quer lhe passar a bola.
Para mim, ele representa a mediocridade dum time despersonalizado, é a própria imagem do desespero, só sabe correr atrás, sem contribuir em nada para a tentativa de uma vitória, pois só fica o tempo todo dando bordoadas e caneladas. Volto a repetir, respeito a opinão de muitos, inclusive quando a torcida fica a gritar o seu nome, quando ele arrasta a bunda no chão dando carrinhos ou porradas, porém sou do tempo em que a categoria era a tônica de nosso time. Sou do tempo em que Gerson comandava o meu campo com classe, sem deixar de se doar o jogo todo.
Deixemos de exaltar a mediocridade, só assim o Botafogo voltará a jogar como time grande. Sobre os atuais defensores e volantes do time, eu lembro um episódio que contam do Mauro Galvão, antigo zagueiro do nosso Botafogo. Dizem que num jogo, alguém (o técnico ou o goleiro) NA HORA DE UMA JOGADA DE PERIGO CONTRA, NA ÁREA, gritou para Mauro Galvão ” DÁ DE BICO”, aí ele dominou, saiu jogando e depois virou-se para quem gritou e perguntou: “ONDE É O BICO?”
Para mim futebol não é questão de raça de força, é sim, jeito, é bola. Quem tem bola não depende de raça ou força, mas de boa vontade para aplicar suas qualidades e ganhar o jogo.
O meu GLORIOSO amanheceu na cruz, mas espero que ressuscite e se encha de glórias nas partidas que restam no campeonato estadual, para que todos possam se salvar, inclusive nós, torcedores.